quinta-feira, 15 de junho de 2017

Dicas para montagens de PCI

Nesse semestre meus alunos estão desenvolvendo vários projetos diferentes, entre eles um micro-transmissor FM, dimmer para ser utilizado com ferro de solda e um amplificador de áudio baseado no TDA2030, de muito boa qualidade. Porém, apesar da idoneidade dos projetos e circuitos, muitas montagens simplesmente não funcionam. O passo-a-passo que vou mostrar a seguir é mais do que conhecido, mas muitas vezes passa despercebido na hora da montagem. Garanto que a chance de ocorrerem problemas com a montagem depois que esses passos são seguidos é quase reduzida a 0.

  1. Limpeza da Placa de Circuito Impresso: Antes de transferir o layout para a placa de fenolite ou fibra de vidro, limpe a placa com água e detergente neutro. Pode-se usar uma palha de aço para esfregar. Não se deve usar muita força, apenas o suficiente para remover a camada de óxido que fica sobre a placa. É importante secar a placa muito bem antes de desenhar ou fazer a termo-transferência. Depois de lavada, evite tocar no lado cobreado, pois qualquer vestígio de suor ou gordura das mãos podem comprometer a qualidade da confecção. A limpeza da placa deve ser feita também ANTES DA SOLDAGEM. Da mesma forma que a gordura impede a aderência da tinta, ela também impede a aderência da solda. Isso evitará superaquecimento do cobre e impede que ele se solte da placa.
    1. Limpeza dos terminais dos componentes: Limpar os terminais dos componentes com palha de aço, uma lixa fina ou com uma lâmina pequena. Isso remove a camada de óxido e gordura que fica nos terminais do componente, melhorando a aderência da solda e evitando soldas frias. Após a raspagem, evite tocar nos terminais.
    2. Ferro de soldar: Tem gente que ainda acha que comprar um único ferro de solda de potência elevada é suficiente para todas as aplicações. O problema é que muitos componentes serão danificados na hora da soldagem, devido ao calor excessivo aplicado. O terminal do componente é praticamente conectado ao material no seu interior. Assim, altas temperaturas nos terminais dos componentes serão conduzidas ao semicondutor e poderão alterar suas características funcionais. Para quem não utiliza uma estação de solda, um bom ferro de 30W é suficiente para começar. Terminais muito pequenos e componentes mais sensíveis devem ser soldados com potência de 25W.
    3. A ponta do ferro de solda deve estar sempre limpa, a cada soldagem. Utilizar uma esponja vegetal umedecida junto ao suporte de solda facilitará a limpeza e a soldagem. A sujeita ocorre devido aos vestígios de fluxo de solda que se depositam na ponta do ferro e acabam queimando. Deve-se limpar a ponta do ferro antes de cada ponto de solda.
    4. Aquecimento: Para que a solda tenha boa aderência, deve-se posicionar a ponta do ferro de solda simultaneamente na ilha da placa e no terminal do componente, aquecendo os dois ao mesmo tempo. Em seguida, encosta-se o fio de solda na ilha e no terminal do componente. Evite aplicar a solda diretamente na ponta do ferro. 
    5. A característica de uma solda boa é o brilho e o formato. Uma solda que está bem feita tem a aparência de um pequeno vulcão, espalhada de maneira uniforme em torno do terminal e da ilha. Isso significa que houve um aquecimento adequado e que a solda correu para todos os pontos, garantindo contato e aderência.
    6. Cortar a ponta dos terminais antes ou depois da solda? Muita gente só corta a ponta dos terminais após a soldagem. Porém, pode ser muito mais fácil de soldar se o terminal já tiver sido cortado, pelo menos um pouco. Quanto maior o terminal, maior a dissipação de calor e mais tempo você precisará ficar com o ferro de solda sobre ele para aquecê-lo. Cortar um pedaço dos terminais antes de soldar pode agilizar o aquecimento e fazer com que a solda flua mais facilmente. 
    7. Ordem de soldagem: Soldar primeiro os componentes mais baixos, como resistores e diodos, em seguida, transistores e pequenos capacitores. por último, capacitores maiores. Isso facilita na hora de segurar os componentes.
    8. Limpeza Final: Depois de soldar toda a placa, verifique por excessos de solda, trilhas soldadas juntas, soldas frias ou pontos que precisam ser corrigidos. Corte os excessos dos terminais e, por fim, utilize um pincel grosso ou escova com álcool isopropílico para limpar o fluxo de solda da placa. 
    9. Extra: Muitas vezes alguns elementos precisam ficar fora da placa, como potenciômetros, porta-fusível, etc. Esses devem ser soldados utilizando-se cabos flexíveis. É muito comum encontrar circuitos que utilizam fios rígidos encontrados em cabos telefônicos ou de internet. Esses não devem ser utilizados, pois se quebram com facilidade e, muitas vezes, apresentam impedâncias mais altas devido à sua estrutura metálica estar quase comprometida.
    Espero que com essas dicas a qualidade da sua solda melhore e que todos os seus circuitos funcionem de primeira!

    sexta-feira, 10 de junho de 2016

    Pesquisa de Opinião

    Essa pesquisa tem como objetivo saber a opinião dos alunos com relação às minhas aulas. São poucas perguntas de múltipla escolha, e de rápida finalização.

    Clique aqui para abrir a pesquisa!

    segunda-feira, 9 de maio de 2016

    Vestibulinho ETEC Prof. Adhemar Batista Heméritas

    Gente, foram prorrogadas as inscrições para o Vestibulinho 2° Semestre 2016! Corre que ainda dá tempo! Inscrições até dia 13 de maio - sexta-feira!


    quarta-feira, 4 de maio de 2016

    Livros de Eletrônica - Centro Paula Souza





    O Centro Paula Souza produziu, em conjunto com a Fundação Padre Anchieta, um conjunto de 6 volumes, contendo praticamente todo o conteúdo do curso Técnico em Eletrônica. Segue abaixo alguns links que encontrei que disponibilizam o material para descarregar:

    Eletrônica - Volume 1: Circuitos Elétricos

    Eletrônica - Volume 2: Eletrônica Analógica

    Eletrônica - Volume 3: Máquinas e Instalações Elétricas

    Eletrônica - Volume 4:Eletrônica Digital

    Eletrônica - Volume 5: Telecomunicações

    Eletrônica - Volume 6: Automação Industrial

    Os links foram testados em 04/05/2016 e todos estão funcionando normalmente.
    É importante afirmar que eu não hospedo nenhum dos arquivos, apenas disponibilizo os links que encontrei na Internet, via rápida pesquisa no Google.

    segunda-feira, 2 de maio de 2016

    Workshop de Arduino

    Nessa postagem incluiremos o material para o "Hands-on" sobre o Arduino.


    O circuito proposto


    Figura 1 - Circuito Proposto

    Código Fonte para o Arduino

    A seguir, o código fonte do programa: (copie o código para um novo projeto em branco no Arduino)

    void setup() {
        pinMode(12, OUTPUT); //Vermelho Carros
        pinMode(11, OUTPUT); //Amarelo Carros
        pinMode(10, OUTPUT); //Verde Carros
        pinMode(9, OUTPUT); //Vermelho Pedestres
        pinMode(8, OUTPUT); //Verde Pedestres
        pinMode(4, INPUT); //Botão para atravessar.
    }
    //início do programa
    void loop() {
      digitalWrite(10, HIGH); // Liga o verde dos carros
      digitalWrite(9, HIGH); // Liga o Vermelho dos Pedestres
      
      if(digitalRead(4) == LOW){// Espera o botão ser pressionado
        delay(3000);
          digitalWrite(10, LOW); //Apaga o Verde
          digitalWrite(11, HIGH); // Liga o Amarelo
          delay(3000);
         
          digitalWrite(11, LOW); //Desliga o Amarelo
          digitalWrite(12, HIGH); // Liga o Vermelho dos Carros
         
          digitalWrite(9, LOW); //Desliga o Vermelho dos Pedestres
          digitalWrite(8, HIGH);// Liga o Verde dos Pedestres
          delay(5000);
         
          digitalWrite(8, LOW); // Apaga o Verde dos Pedestres
            //Pisca o Vermelho dos Pedestres:
            for(int x = 0; x<5; x++){
    digitalWrite(9, HIGH);
              delay(500);
              digitalWrite(9, LOW);
              delay(500);
            }
          digitalWrite(12, LOW);//Desliga o Vermelho dos carros e volta para o loop

        }
    }


    Resumo para apresentação

    Para apresentação, os principais tópicos a serem abordados são:

    1. O que é o Arduino?
    2. Principais aplicações do Arduino.
    3. Como programar o Arduino? Explique sobre a função dos botões do ambiente do arduino.
    4. Explicação das funções
      1. void setup()
      2. void loop()
      3. pinMode();
      4. digitalWrite();
      5. digitalRead();
      6. delay()
      7. if()
      8. for()
    5. Montagem no protoboard do circuito.

    domingo, 17 de abril de 2016

    Dicas para uso do Protoboard

    Dicas para uso do Protoboard

    Durante as aulas de Sistemas Microprocessados, ainda percebo que muitos alunos enfrentam dificuldades com o uso do Protoboard. Para ajudar no desenvolvimento dos circuitos utilizando essa ferramenta, elaborei o tutorial abaixo.

    Figura 1 - Protoboard

    O protoboard, também conhecido como Matriz de Contatos, é uma placa perfurada e com conexões internas padronizadas. É utilizado para montagem de circuitos em protótipos e simulações, com a grande vantagem de não ser necessário realizar soldagens elétricas entre os componentes. Os componentes são conectados aos furos e interligados com fios, chamados jumpers. 

    As duas linhas, da parte superior e da parte inferior, conectam todos os furos horizontalmente, e não há conexão vertical entre essas linhas (Figura 2). Os furos que possuem conexão elétrica interna estão destacados em Verde.

    Figura 2 - Conexões Horizontais no Protoboard. 

    Essas linhas horizontais, que na figura são marcadas com + e -, são normalmente utilizadas para conectar a alimentação dos circuitos.

    As linhas marcadas com as letras de A até E, e F até J não possuem conexão horizontal, e sim, vertical, como ilustra a Figura 3. As conexões são feitas em colunas, que são numeradas.

    Figura 3 - Conexões Verticais no Protoboard

    As conexões verticais são limitadas até o meio da placa, criando conjuntos de 5 furos. Assim, não existe conexão entre os furos A-E com os furos F-J, bem como não existe conexão entre as colunas 1, 2, 3 etc.

    Conectando Componentes Eletrônicos ao Protoboard

    Para conectar componentes eletrônicos diversos ao protoboard, encaixamos cada um de seus terminais em um de seus furos. É importante lembrar de sempre colocar cada um dos terminais em furos que não possuam conexões entre si. Veja o exemplo na figura 4:

    Figura 4.

    A Figura 4 mostra duas formas para conectarmos um resistor ao protoboard. Cada um dos terminais do resistor vai em um furo diferente do protoboard, e nenhum desses furos possui conexão elétrica um com o outro.

    A Figura 5 mostra um exemplo de conexão de uma fonte de alimentação (Bateria de 9V) ao Protoboard. Os terminais (+) e (-) da bateria são conectados, por fios, às linhas + e -, respectivamente. Assim, sempre que for necessário conectar um componente no (+) da bateria, esse componente poderá ser conectado a qualquer furo da linha (+). Isso facilita na hora da montagem.

    O LED é conectado ao resistor, sendo conectado na mesma coluna onde um dos terminais do resistor foi conectado. Por sua vez, o resistor é conectado ao (+) através do seu outro terminal. Já o LED, conecta-se ao (-) utilizando-se um fio, conectado a um furo na mesma coluna em que o terminal do Catodo do LED está encaixado.
    Figura 5 - Utilizando Fontes de Alimentação

    Conectar circuitos integrados ao protoboard é extremamente fácil, pois as dimensões da placa foram projetadas para encaixar os CI's exatamente no meio dos barramentos, permitindo que cada terminal do CI fique em uma coluna específica. Na Figura 6 são mostrados exemplos de 2 CIs de diferentes tamanhos encaixados no protoboard.

    Figura 6 - CIs de Tamanhos Diferentes.

    Este artigo foi uma breve revisão sobre o uso dessa ferramenta indispensável para qualquer profissional da área de eletrônica que trabalhe com projetos. Em breve serão mostrados novos exemplos de ligações e circuitos. Espero que a leitura seja proveitosa. Para qualquer dica, dúvida, sugestão ou informação, estou à disposição!

    Grande Abraço!

    Ricardo.

    Referências:
    Material didático elaborado por: Ricardo da Costa Rosa;
    Figuras: Desenvolvidas com uso da ferramenta online 123D Circuits, da Autodesk.